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Qual é o futuro das fintechs no Brasil?

Qual é o futuro das fintechs no Brasil?

As startups financeiras chegaram há poucos anos ao Brasil e já dominam o mercado. Será que elas são um fenômeno fugaz, ou realmente estamos diante de um novo cenário? Como imaginar o futuro das fintechs no país? É disso que trataremos no artigo de hoje.

Coronavírus acelerou popularização das fintechs

Para André Maciel, sócio do SoftBank, o ecossistema do Brasil alimenta o setor de startups. Em depoimento durante o painel Future of Money, ele explicou que empresas como Nubank, Banco Inter e PagSeguro formam um market cap de mais de US$ 100 bilhões. Trata-se de uma relevância considerável, e que só despontou de 2015 para cá.

Outro participante do evento foi Anderson Chamon, cofundador do PicPay. Segundo ele, a pandemia de Covid-19 acabou impulsionando as fintechs no país. Como os consumidores tinham receio de manusear dinheiro em papel, os pagamentos migraram para o ambiente on-line numa velocidade bem mais rápida que o comum.

Aliás, a carteira digital apresentou forte crescimento, apesar do momento delicado vivido no mundo inteiro. Chamon alega que o PicPay registra 33 milhões de contas ativas, e pretende chegar a 100 milhões apenas no território nacional.

Outro que credita o boom das fintechs ao coronavírus é David Velez, fundador do Nubank. No encontro on-line BayBrazil, ele foi enfático: “Acho que as companhias de tecnologia vão eventualmente dominar os serviços financeiros”.

O executivo ainda enfatizou o caráter plural da população do Brasil. Afinal, a clientela em potencial vai muito além dos investidores da Av. Faria Lima, em São Paulo. “O brasileiro tem acesso a produtos financeiros horríveis”, disse ele, explicando que ainda há bastante espaço para amadurecer esse segmento.

Novos serviços marcarão o futuro das fintechs no Brasil

Ok, entendemos que os representantes desse setor estejam otimistas, mas será que não há risco de criarmos expectativas altas demais? Com a palavra, Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual: “A bolha poderia se dar devido a valuations excessivos, e por isso é importante que a forma de avaliar essas companhias não seja o modelo tradicional, porque é algo novo”, ponderou ele no painel Future of Money.

Vale lembrar que o mercado de fintechs no Brasil conta com diversos “unicórnios”, startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Reportagem da Você S/A aponta, ainda, que há 504 empresas do gênero em operação no Brasil, um crescimento de 34% em relação ao ano anterior.

“A chegada das fintechs trouxe mais opções para as pessoas. Hoje já existe uma gama de possibilidades de contas de acordo com a necessidade e o estilo do cliente”, relata à publicação Ingrid Barth, diretora da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

A maioria dessas organizações oferece pagamento e crédito. Porém, o leque de atividades tende a se diversificar para seguros, câmbio e mais, graças à chegada do open banking, o compartilhamento de informações financeiras entre instituições do setor. O lançamento do sistema de pagamento instantâneo Pix também incentiva mais usuários a aderirem às soluções digitais, pois é prático e gratuito.

Para completar, a matéria da Você S/A destaca como a nova geração de financeiras colaborou para o país superar a crise. Por exemplo, PagSeguro, Mercado Pago e SumUp colocaram suas tecnologias à disposição do governo para facilitar a distribuição do auxílio emergencial. Já a EBANX lançou uma plataforma para pequenos comerciantes e profissionais autônomos venderem vouchers de seus serviços.

Resumindo, o futuro das fintechs no Brasil continua promissor. Resta observar as próximas transformações para saber o que vem por aí.Gostou do conteúdo de hoje? Então continue acompanhando o blog da IMMO Invest. Em breve, traremos novidades sobre investimentos e mercado financeiro. Até a próxima.

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